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Paróquia CASCA
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    HISTÓRICO

    HISTÓRICO

     

     

    Tendo em vista o grande e crescente número de famílias Italianas e Polonesas carentes de um atendimento espiritual mais afetivo, e que o Padre vinha de Passo Fundo, distante 70 km, a cavalo, o Bispo Dom Cláudio José Gonçalves Ponce de Leão fez por bem determinar que em abril de 1907 o Padre Agostinho Sarasa, fixasse residência no povoado São Luiz de Cascará.

    Sendo uma comunidade nova e pobre, o Pe. Agostinho tratou de aumentá-la com a construção de uma nova parte que servia, relativamente para celebrações, administração dos sacramentos e sala de aula. Havia na capela só um altar, dedicado a São Luiz Gonzaga, ainda que provisório, este altar era tratado com carinhoso cuidado. Faltava, porém, vasos sacros, toalhas e outros utensílios que quando necessários remediavam pedindo emprestado na Matriz Nossa Senhora Aparecida de Passo Fundo.

    Por iniciativa e zelo do Pe. Agostinho, com apenas seis meses de residência, laçou aos devotos o desejo de uma futura paróquia no povoado.

    No ano de 1913, o Pe. Agostinho é substituído pelo Pe. João Zanella.

    Aos 09 dias de janeiro de 1921 o Pe. João Zanella deixa o curato de São Luiz de Casca e toma possa no curato de Nova Palma.

    Aos 19 dias de janeiro de 1921 assume o curato de Casca o Pe. João Barbison, enquanto não viesse outro Padre.

    No dia 12 de abril de 1921 toma posse o reverendíssimo Vigário Pe Aneto Bogni, nomeado por provissão de sua Excelência Reverendíssimo D. Miguel de Lima Walverde, bispo de Santa Maria com data de 30 de março de 1921.

    Pela precariedade da capela e grande multidão que frequentava a igreja, o Padre Aneto, viu ser necessário convocar os fieis para dar inicio a construção do novo Templo.

    No mês de fevereiro de 1925 em forma de mutirão, os pedreiros ajustados e povo cavaram as valas no lugar escolhido. Em dois meses, executaram as obras relativas aos alicerces. Logo no dia primeiro de abril, com a presença de grande multidão, foi lançada a pedra fundamental e o vigário abençoou o inicio da construção. O próprio Pe. Aneto desenha a forma e arquitetura do novo templo.

    Dezenas de fies trocavam os turnos para o trabalho. Trabalhavam incansavelmente com suas famílias. As esposas, mães e filhos menores, ajudavam deixando comida e água para aqueles que ali deixavam seu suor.

    A construção foi conseqüência da igreja viva existente no coração do povo. Os tijolos eram transportados por carroça, carrinhos de mão ou pelos fiéis que, após a missa faziam uma longa fila, indo da Olaria Toazza ao local da construção, passando de mão em mão um tijolo de cada vez.

    Graças ao dinamismo, carisma e responsabilidade do Padre Aneto, o mesmo fazia semanalmente uma programação preestabelecida, onde, a comunidade ajudaria na semana seguinte.

    Varias das principais capelas aceitaram o convite do Pe. Aneto Bogni em oferecer uma janela em nome do próprio. Os caixeiros viajantes voluntários que pro ali passavam doaram janelas da nave principal e inúmeros vitrôs. Algumas famílias voluntárias da Linha 15 Mauá, ofereceram a porta da entrada principal.

    Entre tanto entusiasmo, viam a nova igreja crescer linda, enorme e cheia de detalhes.

    Tudo pronto. As comissões e a população prepararam com esforço e muito carinho, os festejos e inauguração da nova Igreja Matriz.

    Os festejos duraram quatro dias, 11, 12, 13 e 14 de abril de 1929.

    As presenças de muitos Padres abrilhantaram a festa da mais bela Igreja do interior gaúcho.

     
   

                              

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